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Esportes Que comecem os jogos

Mineiro garante vaga na Paralimpíada pela 1ª vez e disputará os Jogos de Tóquio

Paratleta começou a jogar tênis há três anos e sete meses e já consegue cumprir seu sonho de ir à Tóquio

14/06/2021 17h15 Atualizada há 4 dias
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Por: Dione Alves
Gustavo Carneiro na classificatória para o Mundial em Portugal (Crédito: Mariana Guimarães).
Gustavo Carneiro na classificatória para o Mundial em Portugal (Crédito: Mariana Guimarães).

Mineiro de Uberlândia, Gustavo Carneiro terá um sonho realizado a partir do dia 24 de agosto quando disputará sua primeira Paralimpíada em Tóquio, no Japão. Ele foi confirmado na última semana como um dos integrantes do time brasileiro para disputar a categoria Open do tênis em cadeira de rodas.

"O grande dia chegou, é muita emoção, essa semana recebi a informação da minha classificação para Tóquio. Um filme dos últimos 3 anos e 7 meses passou pela minha cabeça. Lembrei quando recebi a notícia que precisaria amputar a perna, pensei logo que queria jogar uma Paralimpíada, mas com o tempo vi que Tóquio seria em pouco tempo e que seria difícil conseguir me classificar entre os 40 melhores do mundo. Não desanimei, fiz o meu trabalho que era treinar muito e graças a Deus consegui. Tudo que fiz nesse período foi pensando em conseguir essa vaga, lutei muito, quantos treinos sozinho às 6h da manhã e a noite eu fiz, quantas vezes fui o primeiro a chegar e o último a sair das quadras”, comemorou Carneiro que é  o número 41 do mundo e atleta patrocinado pela  Equaliv, Politriz, Construtora RFreitas e Restaurante Terra Brasilis e conta com os apoios da Confederação Brasileira de Tênis e do Banco BRB.

Ele teve ascensão meteórica. Começou a jogar o tênis em cadeira de rodas em Janeiro de 2018, 2 meses após ser obrigado a amputar a perna esquerda em outubro de 2017 em decorrência de um câncer.

"Em 2013 tive um câncer na perna esquerda, fiz cirurgia para retirar o tumor, quimioterapia e radioterapia. Em 2017 o câncer voltou e precisei amputar parte da perna esquerda", disse Carneiro que até antes da doença era praticante assíduo de esportes tendo sido campeão mineiro de tênis na adolescência, campeão brasileiro de Squash, além de maratonista. Ele conciliava os esportes com seu trabalho como administrador de empresas. "Decidi mudar minha vida, larguei meu trabalho para realizar um sonho: ser um dos melhores jogadores de tênis em cadeira de rodas do mundo e disputar a próxima Paralimpíada que seria Tokyo 2020. Comecei a treinar tênis em janeiro de 2018", seguiu Gustavo que já ao fim do primeiro ano era o 86 do mundo e terceiro melhor do Brasil e já em 2019 foi convocado para representar o Brasil no Mundial em Israel e nos Jogos Parapan-Americanos no Peru.  Terminou  o ano como número dois do Brasil e 35 do mundo, consequência dos três títulos em 2019 e um em 2018. Desde 2020 competiu pouco em decorrência da pandemia e dos seguidos cancelamentos de torneios.

Aventura e 27h na corrida de montanha mais perigosa do mundo

Gustavo Carneiro em treinamento e correndo com prótese. Crédito: Mariana Guimarães
Gustavo Carneiro em treinamento e correndo com prótese. Crédito: Mariana Guimarães

Em meio às disputas do tênis em 2018, Carneiro chegou a se aventurar em outra paixão, a corrida. Em maio deste ano, 5 meses após amputar a perna e apenas 2 meses com uso de uma prótese, participou da corrida de montanha mais difícil do mundo, a Ultra Fiord na Patagônia Chilena.

O objetivo era completar a prova andando em 15h, mas foram precisos 27h caminhando com a prótese e 2 muletas. Ele relata “achei que conseguir finalizar em 15h, mas a Ultra Fiord realmente é muito difícil. Eu e a equipe sofremos muito, pois não levamos comida para 27h, cruzamos a madrugada sem dormir, temperatura era de -5 graus. Passamos frio, fome, medo e durante a madrugada começou a chover, já não sabíamos mais que horas chegaríamos e um pouco de desespero começou a bater”.

“A Ultra Fiord me ensinou que não conhecemos nossos limites e que podemos fazer coisas que nem imaginamos. Essa experiência mudou a maneira como encaro os desafio e consequentemente me ajudou a acreditar que Tóquio seria possível”.

Hoje Gustavo usa também uma prótese de corrida para matar a saudade da corrida que é uma das suas grandes paixões, “mas o foco total é o tênis, pois ainda estou longe de onde quero e vou chegar. A corrida é um complemento, sempre amei correr e voltar a correr era um dos meus sonhos”.

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