Uma empresa de engenharia de Pedro Leopoldo terá que indenizar um ex-funcionário por danos morais e materiais, após trabalhar por aproximadamente 25 anos exposto ao amianto. O valor total chega a R$ 571.472,22. A decisão foi decretada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, através da juíza Juliana Campos Ferro Lage da 2ª Vara do Trabalho de Pedro Leopoldo.
O homem, que trabalhava como servente e auxiliar de produção, foi diagnosticado com asbestose e placas pleurais, doenças provenientes da exposição indevida ao amianto durante os anos que esteve na empresa, entre 1973 a 1998.
Na época em que procurou a Justiça do Trabalho na busca por indenização, o funcionário alegou que tinha permanente contato com fibras de amianto dispersas no ar. Porém, o processo foi encerrado por falta de provas.
No entanto, o caso voltou a correr em 2018, quando o homem descobriu as lesões e suas incapacidades, por meio de um laudo médico. Sendo assim, foi pedida novamente a indenização por danos morais e materiais, bem como pensão mensal vitalícia e fornecimento de plano de saúde.
A empresa afirma que a doença não tem relação com o trabalho prestado pelo homem porque cumpre com as normas de saúde e segurança de trabalho. Afirmou, ainda, que o reclamante não trabalhava exposto ao amianto ou qualquer outro agente que prejudicasse a saúde, pois os agentes não existiam ou se encontravam abaixo dos limites de tolerância.
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